FIQUE POR DENTRO!

Postamos aqui dicas relacionadas a temas importantes para as pessoas que tem responsabilidade sobre adequação e melhoria do sistema de gestão.


Tema: O que a Alta Direção precisa saber...e fazer!

As normas de sistema de gestão ISO definem obrigações para a Alta Direção de forma cada vez mais abrangente e observamos nas versões 2015 das normas ISO 9001 e ISO 14001 que as atribuições de responsabilidade e autoridade deixam muito claro que os sistemas de gestão de qualidade e meio ambiente não são delegáveis às outras pessoas ou outras funções dentro da organização.

Desde que eu comecei a trabalhar na função Qualidade, em 1987, tenho observado que os diretores e gerentes das empresas, pelo menos por onde eu tenho andado, têm, na sua maioria um desconhecimento sobre as atividades, tarefas, procedimentos, instruções, registros e rotinas da função qualidade e do meio ambiente.

Os membros da Alta Direção que conhecem esses aspectos normalmente são pessoas que já trabalharam nessas áreas antes de se tornarem membros da Direção. Os que ascenderam, porém, sem essa experiência, continuam meio sem querer se envolver nesses temas.

Eu preparei um módulo de treinamento de 4 horas para a Alta Direção onde exponho de forma simples e objetiva o seguinte conteúdo:

  • O que as normas ISO 9001 e ISO 14001 requerem em relação às atribuições da Alta Direção;
  • O que significa "Dono de Processo" e o que isso tem a ver com a Alta Direção;
  • O que precisa ser feito para "fundir" os sistemas de gestão da qualidade e do meio ambiente à rotina das atribuições da Alta Direção;
  • Como fazer isso de forma indolor e sem custos adicionais!

Já apliquei esse treinamento para algumas equipes de Alta Direção em empresas de diversos segmentos e observo durante a aula que as pessoas se entreolham meio que culpando o outro por não haver esse envolvimento e comprometimento em relação às atribuições, mas, na verdade, ninguém é culpado disso ou daquilo.

O que precisamos entender é que não temos mais tempo e nem contexto para manter os sistemas de gestão normativos fora do escopo e da rotina dos gestores do negócio. 

É como se eu tivesse alguns filhos e cuidasse apenas dos que eu gosto mais, deixando o serviço sujo para a minha esposa ou meu marido. Os que eu acho feinhos (considere feinho os filhos que não me obedecem, que vão mal na escola, que tem algum problema de ordem disciplinar).  

A Alta Direção tem que entender claramente que não é possível delegar gestão, seja do que for. 

Se você é membro de Alta Direção ou entende que a Alta Direção de sua empresa precisa ouvir um pouco sobre como agir nesse novo contexto do negócio, entre em contato conosco e nos peça uma proposta deste treinamento. Eu acredito que vai ser muito bom ajudá-los a entender o que cabe a eles praticar e realizar no dia a dia da organização. Os resultados da empresa irão melhorar muito, eu asseguro!

Abraço, Claudia Ferrari - claudia.ferrari27@gmail.com 

Se tiver algum tema que queria que eu escreva aqui sobre SGI, me avise que eu terei prazer em compartilhar contigo o que penso e sinto sobre ele!

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Postado em Julho-17

 Tema: Confiabilidade da falha humana

Tenho participado de treinamentos de MASP e quase sempre caímos na armadilha de apontar como causa raiz do problema a falha operacional / falha humana. 

Na escola onde estudei (entenda-se 30 anos de auto-peças) apontar falha operacional como causa é PROIBIDO!

Num primeiro momento isso lhe parece estranho? Eu também tenho certeza de que o ser humano falha, na verdade, sabemos que falha, mas, será que nos processos produtivos é realmente o ser humano operacional o causador dos defeitos criados no produto? Será que por trás dos demais Ms do processo não existem outras causas raízes? 

Doze fatores humanos foram identificados como os mais comuns que levam a falhas (veja fonte no link abaixo):

• Fadiga

• Falta de concentração

• Complacência

• Falta de conhecimento

• Distração

• Falta de trabalho em equipe

• Falta de recursos

• Pressão

• Falta de assertividade

• Stress

• Falta de consciência

• Normas negativas

Isso posto, podemos entender que para cada um dos 12 motivos citados, por detrás existe uma causa raiz maior, que foi motivada por outro ser humano ou por algum fator ambiental, do método, da máquina, da falta de capacitação, da falta de liderança, etc.

Vamos fazer uma reflexão, sempre que o Ishikawa, o 5 Porquês, o FTA ou outra ferramenta de investigação e validação de causa raiz apontar como causa a falha operacional, vamos investir um pouco mais de tempo e profundidade na análise que certamente chegaremos num dado mais sistêmico. Além de você conseguir uma ação mais eficaz, também tornará o operador mais motivado pois não é fácil você trabalhar sabendo que sempre será considerado o culpado quando uma falha ocorrer.

Abraço, Claudia Ferrari - claudia.ferrari27@gmail.com 

http://www.qualitydigest.com/inside/management-article/112916-considering-human-factors-requirements-iso-9001-and-as9100.html

Lembrando, você gostaria de um suporte sobre esta norma ou outra do nosso escopo de serviços? Se sim, peça uma proposta sem compromisso, será uma grande satisfação e honra para nós lhe ajudarmos a adequar e melhorar seu SGI! 

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Postado em Junho-17


Tema: Mentalidade de Risco


Tenho observado interpretações bem diferentes sobre este assunto.

Como fiz o curso de Gestor de Riscos do G31000 e também o curso de Auditor Líder ISO 9001v2015 pude observar que a intenção da mentalidade de risco é bem diferente do processo de gestão de riscos definido pela ISO 31000. 

Posso afirmar que a ISO 9001v2015 não pretende que as organizações façam um sistema de gerenciamento de riscos, apesar que, podem optar por tal desde que tenham condições de implementá-lo e mantê-lo em funcionamento.

Vou transcrever aqui o texto da ISO 9001v2015 que me permite fazer a afirmação acima.

ISO 9001:2015 A.4 “Nem todos os processos de um sistema de gestão da qualidade representam o mesmo nível de risco em termos de capacidade da organização atingir seus objetivos e os efeitos da incerteza não são os mesmos para todas as organizações. Sob os requisitos de 6.1., a organização é responsável pela sua aplicação de mentalidade de risco e pelas ações que ela toma para abordar riscos, incluindo reter ou não informação documentada como evidência de sua determinação de riscos.” “Apesar de 6.1. especificar que a organização deve planejar ações para abordar riscos, não há requisito para métodos formais para gestão de riscos ou um processo de gestão de risco documentado. As organizações podem decidir desenvolver ou não uma metodologia de gestão de riscos mais extensiva que o requerido por esta Norma, por exemplo, através da aplicação de outras diretrizes ou normas”.

Isso posto gente, vamos ser simples! 

Abraço, Claudia Ferrari - claudia.ferrari27@gmail.com 

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Postado em Maio-17

Tema: IATF 16949v2016 - "Processo documentado".

Você conheceu o "procedimento documentado"?

Ele aparecia seis vezes na antiga ISO 9001v2008 e na ISO/TS 16949v2009 aparecia as mesmas seis vezes que na ISO e mais uma vez, no que dizia respeito a procedimento documentado para treinamento.

Explicava a nota 1 do antigo 4.2.1. da 9001

NOTA 1 Onde o termo "procedimento documentado" aparecer nesta Norma, significa que o procedimento é estabelecido, documentado, implementado e mantido. Um único documento pode cobrir os requisitos para um ou mais procedimentos. Um requisito para um procedimento documentado pode ser coberto por mais de um documento.

 Eu estava bastante confortável com essa definição de fácil entendimento, fácil aplicação e até bem útil para o dia a dia da operação na empresa.

Com a revisão da ISO 9001, o termo procedimento documentado foi substituído por "Informação documentada", como explicado em A.6.

Onde a ABNT NBR ISO9001:2008 usou terminologia específica como"documento"ou"procedimentos documentados","manual da qualidade "ou"plano da qualidade'',esta edição desta Norma define requisitos para manter informação documentada".

E não especificou onde, quais, quantos, deixando a empresa decidir essas questões.

Até aqui, tudo bem, porque a empresa pode manter os seus sete procedimentos documentados que funcionavam e define o quanto mais ela quer documentar, e se quer, bem como pode decidir tirar o que entende que não está trazendo benefícios / resultados para a organização. 


Então, na IATF 16949v2016 aparece esse novo termo:

"PROCESSO DOCUMENTADO"

Esse termo aparece no mínimo 17 vezes na norma, veja: 

4.4.1.2. - Segurança do Produto

7.1.5.2.1. - Registros de calibração/verificação

7.5.3.2.2. - Especificações de Engenharia

8.3.1.1. - Projeto e desenvolvimento de produtos e serviços

8.3.3.3. - Características especiais

8.4.1.2. - Processo de seleção de fornecedor

8.4.2.1. - Processos terceirizados (tipo e extensão de controle)

8.4.2.2. - Requisitos estatutários e regulamentares

8.4.2.4. - Monitoramento do fornecedor

8.5.6.1. - Controle de mudanças

8.5.6.1.1. - Mudança temporária nos controles dos processos

8.7.1.4. - Controle de produto retrabalhado

8.7.1.5. - Controle de produto reparado

8.7.1.7. - Disposição de produto não-conforme

9.2.2.1. - Programa de auditoria interna

10.2.4. - Prova de erro

10.3.1. - Melhoria contínua

E, até onde eu aprendi (pode ser que isso mude com alguma interpretação sancionada) no treinamento de auditor líder IATF do AIAG, quando a norma define um processo documentado ela está requerendo que documentemos um processo conforme definido em 4.4. da ISO 9001v2015!!!

O desejo (segundo o instrutor explicou em sala) é que para cada processo desse tenhamos o equivalente a um diagrama de tartaruga (conhece o Turtle Diagram?) onde a empresa descreve o objetivo/missão do processo, seu dono, entradas, saídas, máquina, método, mão de obra, medição, etc..

Gente, pergunto: PRÁ QUE? 

Qual é a razão de tanta burocracia? Por que ir na contramão da simplificação? Por que requerer tantos documentos? 

Você acredita mesmo que aumentar o controle burocrático sobre o SGQ vai reduzir os problemas ENORMES de qualidade do produto? Vai reduzir recall? refugo? retrabalho? affee...

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Postado em Abril-17


Tema: IATF 16949v2016 - Curso de Auditor Líder.

Nesse mês de março eu participei do treinamento, olha só o título do curso: Exemplar Global Certified ISO 9001:2015 Lead Auditor with AIAG IATF 16949:2016 Supplier Auditor Certification", foram 40 horas de treinamento em sala de aula mais umas 20 de estudo fora. 

Fui com grande expectativa de aprender novos conceitos, mas, o que vi é que nenhum conceito novo foi adicionado e sim muitos controles.

Afirmo que a IATF está na contramão da ISO em relação a sistema de gestão.

Enquanto a ISO 9001:2015 está preocupada em resultado e gestão, a IATF está preocupada em resultado e controle. A norma está extremamente prescritiva em como devemos fazer os controles no SGQ automotivo.

Quando questionei o instrutor sobre o motivo dessa abordagem ele explicou que os donos da IATF entendem que os requisitos da ISO não são suficientes para assegurar a qualidade dos produtos.

Fazendo uma reflexão sobre a quantidade de recall que tenho visto confesso que não entendo o que as normas de sistema de gestão automotiva estão trazendo de benefícios para os produtos (automóveis).

Hoje mesmo eu vi anúncio de 2 recalls um da FIAT e um da JEEP (leia-se FIAT), ambos relacionados a "software embarcado". O que será que está acontecendo? será que não realizam testes suficientes? Será que as validações estão planejadas e executadas erradas? São tantos requisitos dentro da norma sobre controle e as montadoras continuam entregando no mercado produtos que colocam as pessoas em risco de acidentes.

O que será que não estamos fazendo? 

Você trabalha em autopeças ou montadora? Sabe dizer o que está faltando para entregarmos produtos com qualidade e segurança aos consumidores? 

Talvez não seja uma questão de ter ou não PADRÃO e NORMAS, mas, sim uma questão de RESPEITO AO PADRÃO, leia esse artigo sobre disciplina, talvez seja isso que esteja nos faltando:

https://www.linkedin.com/pulse/quando-entendi-o-que-%C3%A9-disciplina-claudia-ferrari 

Abraço, Claudia Ferrari - claudia.ferrari27@gmail.com 

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Postado em Março-17


Tema: IATF 16949v2016 - continuando

Conforme comentamos em Janeiro, vamos falar sobre Gestão de Mudanças, especialmente o que requer os requisitos 8.3.6.1. e 8.5.6.1.

Eu vejo que as empresas quebram muito a cabeça com este tipo de requisito de modificação porque a vida é muito mais rápida do que as normas. Quando um auditor, mesmo que seja um auditor com pouca competência, solicita evidências de um desses dois requisitos, a identificação de não-conformidade é praticamente certa.

Eu entendo que ambos requisitos são completamente desnecessários.

Se apenas estivesse escrito tanto no Projeto (requisito 8.3.) quanto na Produção/Prestação de serviço (requisito 8.5.) algo assim:

“Para o produto ou o serviço do escopo a organização deve assegurar que qualquer característica seja ela de especificação contratual, de aparência, de material, dimensional, funcional ou relacionada ao ciclo de vida, seja analisada e validada para assegurar que o o projeto/desenvolvimento e/ou operação entregarão os requisitos determinados pelas partes interessadas. Se o cliente tiver requisitos relacionados a aprovação dessas alterações a organização deve atende-los ou acordar outra forma de concessão com o cliente.”


Esse texto cobriria toda a gestão de mudança sobre produto e ou serviço. Isso seria básico, simples e necessário, o resto já é transtorno.

Ah e eu colocaria esse requisito no 6.3.

A gestão de mudanças, na minha cópia da norma, tem uma caveirinha e a morte com uma foice desenhada do lado destes requisitos... parece macabro né? mas, é o que eu penso sim, gestão de mudanças é mortal!

Como não tenho, agora, o poder de revisar a norma para facilitar a vida das empresas automotivas, sugiro que o seu procedimento de gestão de mudanças tenha um fluxo gerenciado por um comitê semanal, uma base de dados e um coordenador deste comitê nomeado para assegurar que o gerenciamento de mudanças será feito de forma adequada considerando que é o requisito mais trabalhoso de todas as normas de sistema de gestão.


Abraço, Claudia Ferrari - claudia.ferrari27@gmail.com 

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A, lembrei também de te falar que  se tiver algum tema que queria que eu escreva aqui sobre SGI, me avise que eu terei prazer em compartilhar contigo o que penso e sinto sobre ele!

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Postado: Fevereiro-17

Tema: IATF 16949v2016

Neste mês vamos falar sobre o requisito 7.5.3.2.2. - Especificações de Engenharia

Na ISO/TS 16949v2009 era o 4.2.3.1., onde estava escrito "A análise crítica em tempo hábil deveria ser feita o mais prontamente possível e não deve exceder a duas semanas úteis".

Na IATF 16949v2016 item 7.5.3.2.2. está escrito "A análise crítica deveria ser concluída dentro de 10 dias úteis após o recebimento da notificação de mudança de normas / especificações de engenharia."

Um requisito que já gerou grande transtorno e algumas não-conformidades, na verdade, o auditor de terceira parte que auditasse direito esse requisito sempre teria uma ou mais evidências para "dar uma não-conformidade".

O primeiro alívio é a troca do termo deve por deveria

Deve = indica um requisito, então, faça!

Deveria = indica uma recomendação (prefácio da ISO/TS 16949v2009), na ISO 9001v2015  equivale ao "é conveniente que".

Esse requisito demonstra a preocupação em não deixar parado ou moroso demais o tempo para que a função responsável por analisar as normas, desenhos, especificações relacionadas ao produto ou ao processo realize essa atividade, verificando o impacto no produto ou processo corrente.

A organização precisa criar um controle que demonstre o dia no qual a especificação chegou e qual foi o dia que foi feita a análise crítica da mesma, procurando não exceder 10 dias úteis, ou que equivale a duas semanas de trabalho, desconsiderando finais de semana. Veja que não está sendo requerido que seja distribuído e implementado nesse período, mas, sim analisado criticamente. 

Você já tem esse tipo de controle? Quem na sua empresa é responsável por essa atividade? Consegue mostrar como isso é feito e no caso de ter levado mais de 10 dias a análise crítica, consegue justificar o motivo da demora? Convém que você inclua essa análise crítica no seu processo de gestão de mudanças...vamos falar sobre esses itens (8.3.6.1. e 8.5.6.1.) no próximo mês. 


Abraço, Claudia Ferrari - claudia.ferrari27@gmail.com 

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Postado em Janeiro-17

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